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terça-feira, 2 de julho de 2013

PÁH e Vaza!


Palavra do Dia: RESPEITO

            Então, eis que nasce a princesinha... A pobre criança já chega com a enorme responsabilidade de tudo aquilo que os pais não conseguiram ser, por isso exigem que a filha seja.

“Ela será linda e magra... Será a melhor bailarina do mundo... A aluna mais inteligente da classe... Será obediente... Não irá namorar... Trocará as festas pelo livros... Beber? Só suco, e natural... Fará faculdade de Medicina, Será Pediatra... Não irá casar... Viverá eternamente sendo a Princesinha do Papai...”

            Bom, pelo menos é isso que eles sonham... Só que a menina cresce, e começa a pensar pela própria cabeça...

“Troca o tutu rosa do ballet, pela calça larga e o top do hip hip... Senta no fundão, e fica escutando Linkin Park contando os segundos pra aula chata de matemática acabar... Será obediente? Claro, aos seus desejo em primeiro lugar... Sairá com os carinhas do time de futebol, mas logo enjoará do papo... Provará dos nerd’s, mas eles são melhores como amigos... Experimentará novas situações, daí ela vai beijar a amiga, e vai gostar, ou não... Que mal a nisso, ela está conhecendo a si mesma... Festas, curtição, bebedeira irão rolar...”

            Então, vai chegar o dia que ela aparecerá em casa, acompanhada, e dirá aos pais que encontrou alguém especial com quem quer a partir daquele momento construir uma nova história. Os pais ficarão em choque, a imagem que eles haviam construído da filha, havia se quebrado. Eles planejaram a vida dela, mas esqueceram que a menina cresceria e andaria com as próprias pernas. E no final, em meio a discussão, a “menina” pergunta: 
“Tudo foi milimetricamente planejado para que eu fosse feliz, certo?” 
“Sim, eles respondem” 
“Então, Parabéns vocês fizeram um excelente trabalho”.

            Nada mais precisou ser dito. Se quisermos a FELICIDADE de alguém, devemos em primeiro lugar RESPEITAR suas escolhas.
Texto: @MahStewart1



terça-feira, 25 de junho de 2013


Cura Gay? Quem estar doente, afinal?

            O Brasil vive um momento histórico. Indignados com os rumos que nosso país segue as pessoas tomaram as ruas. Gritam por melhores condições de vida. Respeito e Liberdade são os gritos de ordem. E aqueles que deveriam estar trabalhando para atender as nossas reivindicações, se reúnem e aprovam um projeto de lei denominado Cura Gay.

            Calma, é isso mesmo? Enquanto eu estava nas ruas lutando para que ninguém morra por falta de atendimento médico, para que as crianças tenham uma educação digna, para que os professores tenham seu valor reconhecido ou por tantas outras coisas que precisam mudar em nosso país, um grupo de deputados se reuniu e decidiu aprovar esse projeto? E vejam a ironia, o tal projeto foi aprovado justamente pela Comissão de Direitos Humanos.

            Mas pelo visto para pessoas como Marco Feliciano (PSC-SP), João Campos (PSDB-GO), Anderson Ferreira (PR-PE) e outros, os homossexuais não se enquadram na categoria de Seres Humanos, e, portanto, não têm direitos e deveres como eles. Afinal estão sendo tratados como doenças. É quase uma “Peste Gay” que precisa ser tratada em caráter de urgência, antes que contamine mais cidadãos.

                Mas se é esse caso, exijo um plantão da Globo agora mesmo explicando mais sobre a tal doença chamada homossexualidade. Como ela nasceu? Como é transmitida? É contagiosa? Quais são os sintomas? Como é o tratamento?

                Mas não se preocupe Marco Feliciano, vou lhe ajudar a responder todas essas perguntas. Concordo que nossa sociedade está sendo acometida por uma patologia muito séria, algo que vai destruir nossa espécie caso não seja tratada a tempo, sabe qual? A Falta de Amor Ao Próximo.

                De acordo com a Lei dos homens, todo e qualquer cidadão é igual perante a lei. Na minha humilde opinião o maior ensinamento deixado por Jesus foi “Ame Ao Próximo Como A Si Mesmo”, agora eu me pergunto como esse Senhor chegou a conclusão de que em meio a tantas manifestações legítimas a Cura Gay é a pauta essencial?


                Essas pessoas estão por aí, trabalham, estudam, são filhos, pais, netos, genros, noras, tios e tias, pagam seus impostos, contribuem com a sociedade, namoram, se divertem, se apaixonam, tem planos, constituem famílias... De quem estou falando? De pessoas, e ponto. Qualquer um de nós passa por tudo isso, porque para alguns isso é doença e para outros não? Me desculpe, sou a favor sim da cura, mas a CURA DO PRECONCEITO.       
Texto: @MahStewart1